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PV 2026 : Nuno Gonçalves (nomeado)

Nuno Gonçalves nasceu a 23 de outubro de 1986, em Mondim de Basto. Aos seis anos, acompanhou os pais na mudança para França. O pai dedicou-se à construção civil, enquanto a mãe, professora em Portugal, ficou responsável pela educação dos filhos. “A minha mãe nunca conseguiu dar aulas em França, mas ensinou-me valores que levo comigo até hoje”, recorda.

Desde jovem, Nuno cultivou uma forte ligação às raízes familiares e culturais. Estudou sempre em França e, mais tarde, ingressou na prestigiada escola ESC Compiègne, onde se formou em gestão, contabilidade e comércio internacional. Durante os estudos, trabalhou nos Aeroportos de Paris. “Era responsável por acompanhar os processos de qualidade, que iam muito além das limpezas. Incluíam desinfeção e manutenção dos espaços”, explica.

Um projeto que cresceu com coragem e persistência

Aos 21 anos, inspirado por um tio com uma empresa de limpeza, Nuno decidiu criar a sua própria. “Sempre tive o espírito empreendedor. Queria construir algo meu, com os meus valores”, partilha. Assim nasceu, em 2009, a Duranet Groupe, a partir de um pequeno apartamento e com recursos limitados: um carro de 500 euros e algum equipamento básico.

Os primeiros tempos não foram fáceis. “Um dos maiores desafios foi criar uma empresa sendo tão jovem. Muitos não levavam a sério alguém com 21 anos a querer montar um negócio”, admite. No entanto, o trabalho árduo e o apoio da família fizeram a diferença. A empresa começou a crescer, primeiro em Compiègne, depois em Senlis e, por fim, em Creil, onde inaugurou a sede em 2021.

Atualmente, a Duranet Groupe emprega cerca de 350 colaboradores e fatura oito milhões de euros por ano. “Crescemos passo a passo, com seriedade e dedicação”, sublinha Nuno.

Envolvimento cívico e compromisso solidário

Além de empresário, Nuno Gonçalves também tem um papel ativo no associativismo empresarial. É presidente da Federação das Empresas de Limpeza do Norte e vice-presidente da Confederação das Pequenas e Médias Empresas (CPME). Desde janeiro de 2025, exerce a vice-presidência da CPMU. “Não venho do mundo político, mas gosto de sair da zona de conforto. É aí que realmente se cresce”, afirma.

A solidariedade também marca a sua vida. Como vice-presidente da associação Laffing Dogs, organiza ações de apoio a sem-abrigo e jovens institucionalizados. “Não basta dar comida. É preciso escutar, apoiar, orientar. Ajudar a reconstruir vidas”, explica.

A associação promove ainda eventos para jovens em lares de acolhimento. “Ver o brilho nos olhos deles quando vão à praia ou entram num avião pela primeira vez é das experiências mais marcantes que já vivi”, confidencia.

Ser português: Uma escolha de vida

Apesar de viver em França, Nuno mantém uma forte ligação a Portugal. “Metade das pessoas que trabalham aqui são portugueses ou filhos de portugueses. Isso cria uma identidade comum”, afirma. Além disso, toda a roupa de trabalho da empresa é fabricada em Celorico de Basto. “É a forma que encontrei de apoiar a economia da minha terra”, justifica.

No fundo, ser português é mais do que uma nacionalidade para Nuno Gonçalves. “O português tem hoje uma das melhores imagens do mundo. Pela competência, pelo esforço, pela humildade. Podia ter escolhido outras nacionalidades, mas nasci português e vou morrer português”, conclui.

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