A 36ª edição da BTL, o maior evento de turismo em Portugal, abriu portas a profissionais e amantes do turismo de 25 fevereiro a 1 março, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), reafirmando-se como um ponto de encontro para o intercâmbio de ideias, networking e descoberta de novas oportunidades, consolidando a ligação entre Portugal e os países lusófonos na promoção de um turismo mais sustentável e inovador.

São Tomé e Príncipe
Entre os destaques desta edição, estiveram figuras-chave da promoção turística de África lusófona, como a ministra do ambiente, da cultura e do turismo sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda da Mata, que referiu que o país é totalmente classificado em 2025 como Reserva da Biosfera da UNESCO.
“São Tomé e Príncipe, temos uma especificidade, ou melhor, temos uma marca que é o facto de todo o país ser reserva mundial da biosfera da Unesco. Portanto, é uma marca, é um grande feito. Esta designação, este reconhecimento acresce também a nossa responsabilidade. É o resultado de um trabalho que foi feito, no sentido de preservarmos o nosso tesouro. São Tomé e Príncipe é um tesouro”, afirmou à Lusopress a ministra.
O país onde a “população é maioritariamente jovem”, pretende assim responder à tendência do mercado de turismo que se foca cada vez mais na natureza, algo que tem “de sobra”, mas também promover “o turismo científico”, destacando também a segurança, a hospitalidade e a gastronomia de São Tomé e Príncipe.
Cabo Verde
Também marcou presença o presidente do Instituto do Turismo de Cabo Verde, Jair Fernandes, que defendeu que o prato típico do arquipélago, a cachopa, mostra o impacto que a expansão portuguesa teve.
“A Cachupa, assim como Cabo Verde, que é uma nação que surgiu de nada, também surgiu de nada, com ingredientes que nem sequer são autóctones (…) acaba por ser uma simbiose desta junção histórica, que após a época moderna, deu a conhecer ao mundo Cabo Verde”, afirmou.
Para Jair Fernandes, “Cabo Verde goza de uma estabilidade social”, com “lindas praias e lindas paisagens”, num arquipélago onde os portugueses se podem sentir “em casa”.
O evento que decorre no Parque das Nações, reunindo expositores e visitantes de todo o mundo, este ano dá destaque ao enoturismo, cultura, turismo religioso, saúde e bem-estar, inovação tecnológica e digital.
O certame contou ainda com uma grande rede de restauração nacional, com a presença habitual de há cerca de 20 anos do Fumeiro de Lamego, de João Caetano, que mais uma vez mostra às pessoas os “enchidos, os queijos e artigos regionais”, antes de os levar no final do mês também para uma feira em Nanterre, em Paris.










