José Cipriano Rodrigues nasceu na freguesia de Louriceira, no concelho de Alcanena, Santarém. Criado numa pequena aldeia, restam as memórias das brincadeiras de infância. “Era um tempo em que não havia nada, mas com nada fazíamos muita coisa”.
Fez a escola primaria e com dez anos, foi trabalhar para o comércio em Lisboa. Mais tarde, trabalhou numa empresa de peles para calçado e malas. Fugiu para a França para não ir à tropa, em fevereiro de 1970, mas foi sem destino. Foi preso em Nancy pela polícia, e eles próprios arranjaram trabalho numa fábrica onde esteve durante dois anos.
O pai apareceu de surpresa para o obrigar a regressar a Portugal e, como os remorsos eram muitos, assim o fez. Era refratário ao nível da inspeção, mas estava no seu ano de tropa e ficou logo apurado. Fez serviço militar em Lisboa, em Tomar, Gaia e em Angola. Terminou o serviço militar em 75 e voltou a França.
Começou do zero numa empresa alemã e esteve lá 36 anos, terminando como chefe de equipa. Hoje, é reformado e dedica uma grande parte do seu tempo à APCS de Pontault-Combault. Está na associação há 45 anos e atualmente é o presidente. Valoriza a honestidade e para si é importante ter um coração grande par ajudar os outros. Para si, ser português é um orgulho. “Adaptamo-nos bem, gostamos de trabalhar, temos orgulho no nosso país”.




