
A aldeia histórica de Póvoa Dão, situada em Silgueiros, Viseu, está à venda em leilão online com um preço base de 1,7 milhões de euros, anunciou a Leilosoc Worldwide.
Segundo nota enviada à Agência Lusa, a venda decorre no âmbito do processo executivo da Nacala Holdings S.A.R.L e Outros, atual proprietária da aldeia.
A saber, a vila está localizada a apenas 10 minutos de Viseu. Além disso, a Póvoa Dão ocupa uma área total de cerca de 100 hectares. E, por outro lado, mantém o seu casario tradicional, com capela, restaurante, estacionamento, zonas comuns e espaços ajardinados.
“Oportunidade rara no mercado imobiliário português”
As licitações estão abertas ao público até 5 de dezembro de 2025. É importante referir que têm um valor base de 1.699.898,08 euros e um valor mínimo de 1.444.913,35 euros.

De acordo com a leiloeira, trata-se de “uma oportunidade rara no mercado imobiliário português”, com potencial para projetos de ecoresort de luxo, aldeamento turístico, empreendimento vinícola e enoturismo ou condomínio rural sustentável.
A Leilosoc destaca ainda a localização privilegiada, no coração da região do Dão, conhecida pelos vinhos e paisagens de montanha, com acesso direto ao rio Dão e proximidade de rotas turísticas, culturais e gastronómicas da Beira Alta.
“Cada pedra da aldeia da Póvoa Dão conta uma história. Entre o silêncio do vale e o som do rio, esta aldeia é um refúgio de autenticidade, um cenário onde a tradição e a modernidade se encontram”, afirma a leiloeira, sublinhando tratar-se de um “investimento diferenciador e um pedaço autêntico de Portugal”.
Um pouco da história da Póvoa Dão

A Póvoa Dão tem uma longa história de reabilitação e valorização. Vendida em 1995 por cerca de 400 mil euros, tinha, naquele tempo, apenas quatro idosos na aldeia. Mais tarde, o Grupo Catarino, de Cantanhede, adquiriu o local. E nesse momento, investiu 3,5 milhões de euros na recuperação das 32 casas em granito, além de construir um restaurante, piscina e campo de ténis.
O projeto inaugurado em 2004 pelo então ministro da Economia, Carlos Tavares, marcou o renascimento da aldeia. Um lugar cuja origem remonta ao século XIII, segundo as inquirições afonsinas anteriores a 1258.
Fonte: Agência Lusa / Leilosoc Worldwide




