
O cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, recebeu a classificação de Património Mundial da UNESCO. Este espaço honra os 1831 soldados e oficiais portugueses que morreram na Batalha de La Lys, durante a 1.ª Guerra Mundial. A nova distinção reforça o compromisso de preservar a memória destes heróis.
Comemorações anuais reforçam a importância histórica
Todos os anos, na primavera, Richebourg recebe as comemorações da Batalha de La Lys. Similarmente, a cerimónia ganha cada vez mais destaque em Portugal e França. Ademais, este ano, contou com a presença de altas patentes militares e do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco.
Por outro lado, o evento inclui o descerramento de uma placa comemorativa. O texto recorda a vontade comum de honrar os que tombaram em combate. Assim, reforça-se o elo entre as nações envolvidas na Grande Guerra.
Líderes militares sublinham a necessidade de recordar
O general Joaquim Chito Rodrigues, presidente da Liga dos Combatentes, destacou o valor da memória: “A memória da Batalha de La Lys continua viva. Fazemos questão de a recordar há mais de um século. Num mundo instável, é vital dissuadir a guerra.”
Por sua vez, o general José da Fonseca, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, acrescentou: “Vale a pena lutar pela paz. Defender a Pátria, os valores e a independência nacional é um dever.”
Homenagens e condecorações marcaram o dia
Durante a cerimónia, associações locais e entidades oficiais colocaram coroas de flores junto ao grande monumento evocativo. Além disso, o evento incluiu a entrega de condecorações especiais. Sandra e António Gonçalves foram distinguidos pelo trabalho contínuo na preservação do cemitério.
E o capitão Sérgio Pinto, adido da Defesa na Embaixada de Portugal em França, recebeu reconhecimento pela organização das celebrações. “Esta homenagem tem um significado profundo para todos os portugueses. Recebo-a com honra e sentido de missão.”
Celebrações prolongaram-se em La Couture
Após a cerimónia em Richebourg, as comemorações continuaram em La Couture. Posteriormente, a vila acolheu discursos oficiais, canções de paz interpretadas por crianças da escola local e novas homenagens florais.
No final do dia, a Igreja de Saint Laurent recebeu uma missa solene. Em seguida, foi inaugurada uma exposição na Mairie de Quartier de Lille Centre. A mostra, da autoria de António Marrucho e do fotógrafo Luís Gonçalves, apresenta 22 quadros do saudoso Afonso Maia. Assim, reforça-se a ligação histórica entre Portugal e o norte de França.




