Na sexta-feira, 20 de fevereiro, a Lisière Dorée, sala situada em Yvelines, perto de Paris, acolheu o duo Calema para um jantar-concerto memorável e intimista.

Espaço inspirado em Portugal
Há frente do espaço há 11 anos, Daniel Gomes, e a sua mulher Sandrine, organizam eventos festivos, como casamentos, aniversários e seminários.
Segundo Daniel Gomes, o espaço surgiu para “lançar a ideia das quintas (que existem) em Portugal, com a mesma arquitetura aqui em França”, que não existe no país, bem como o “saber-fazer de Portugal”.
“Os franceses, até hoje, gostam do nosso modo de viver, do modo de servir a mesa, da nossa comida. E hoje somos a única sala e quinta onde organizamos estes eventos com 150 pessoas”, afirmou o diretor-geral da Lisière Dorée.
Atuação dos Calema
Após um jantar requintado, os Calema colocaram toda a sala a dançar. Os irmãos António e Fradique Mendes Ferreira, originários de São Tomé e Príncipe, encantaram uma centena de espectadores numa atuação que contou com momentos bem próximos do público.
“Nós, sempre na nossa caminhada, tivemos essa proximidade com o nosso público e todos os anos fazemos questão de fazer um concerto mais intimista, no qual nós estamos mesmo perto, onde conseguimos transmitir melhor as músicas, com mais proximidade, e por isso é que nós fazemos essa parceria com a Lisière Dorée”, disse António Mendes Ferreira em entrevista à Lusopress.
Como explica Fradique Mendes Ferreira, este “é um conceito diferente, é um conceito que é uma experiência mais próxima ao público”.
“Estamos mais descontraídos, nós vamos às mesas, conversamos, cantamos, contamos histórias. É uma experiência que dificilmente nós conseguimos reproduzir noutro sítio, porque a logística é completamente diferente, mas faz parte desse universo de Calema”, acrescentou.
Numa noite em que cantaram vários dos seus hits, a dupla falou ainda de como é atuar para o público francês.
“É um público fantástico, que nos tem dado oportunidade, eu me lembro desde o primeiro Olympiade que fizemos cá em França, cá em Paris, e desde lá só vem aumentando. Nós temos batido recordes em número de pessoas nas salas, ou seja, há uma adesão enorme, as pessoas estão aderidas à família Calema, às nossas músicas, e isso prova que vale a pena esses concertos que fazemos cá”, referiu António Mendes Ferreira.
Esta foi a segunda vez que os Calema se apresentaram nesta sala, numa noite muito bem-sucedida, com um concerto que durou cerca de duas horas misturando ‘afropop’ e ‘kizomba’.




