Sábado, Junho 6, 2026
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Presidenciais: Seguro não venceu em Paris

O Consulado Geral de Portugal em Paris voltou a receber os eleitores portugueses para a 2° volta das eleições presidenciais durante dois dias. Foi a maior afluência jamais registada, com 9.873 cidadãos a validar o seu voto, entre 241.862 inscritos, com a abstenção a baixar de 97.05% para 95.92%.

Eduardo Lino/Lusopress

André Ventura foi o candidato mais votado ao receber 6.159 votos, mais 1.951 do que tinha obtido na primeira volta, que se traduziu em 63.28% de margem.

António José Seguro, o novo Presidente eleito, obteve 3.574 votos, quase o triplo da primeira volta, tendo ficado com 36.72%.

Qualquer dos candidatos subiu a votação em Paris, não se podendo falar de transição de votos, pois todos os outros candidatos juntos na primeira volta somaram apenas 1.507 votos.

Foram instaladas 5 mesas de voto distribuídas por dois andares, que apresentaram agilidade no processo. No domingo, criou-se uma fila de espera no exterior, onde as pessoas aguardaram serenamente a sua vez de entrar no edifício para exercer o direito de voto.

Eleitores no Consulado Geral de Portugal em Paris

A LusopressTV escutou alguns eleitores sobre a importância do voto e o que sentem com a abstenção. 

Para Eudóxia Salgado, “é um direito e um dever. Lutámos tanto para poder votar, agora que temos esse direito, temos de o exercer. Sinto que a abstenção talvez seja uma certa ignorância. É preciso ensinar as pessoas e explicar a importância do voto! Explica-se e as pessoas acabam por aceitar.” 

O mesmo pensa Arlindo Marques, “Sinto mal a abstenção, porque eu mesmo digo: temos que ir votar, é o nosso dever! Se queremos que Portugal possa fazer aquilo que nós queremos, temos que ir. Agora, falar sem votar, não tem direito. Para mim, devia ser obrigatório para toda a gente, todos nós”. 

Rosa Ferreira não exitou em afirmar que, “é importante votar para o meu país de origem. Já estou em França há 60 anos, mas continuo na mesma com saudades de Portugal, das minhas raízes e dos valores. Acho que é um dever, como português, votar!”.

É sem exitar que Fernando Miranda afirma, “Penso que é importante votar. As pessoas antigas lutaram para esse direito e é importante não o perder.”

Esta foi mais uma oportunidade que Cristina Costa não quis perder, “é um dever e é uma oportunidade para fazermos as nossas escolhas, para pensar em nós e no nosso futuro, nos nossos ideais. Devemos usufruir desta oportunidade que nos é dada, e é um dever para nós e para as nossas gerações. Quanto à abstenção, sinto que não escolhem a melhor forma de manifestar a sua escolha, pois dentro das opções existentes, podem escolher a que melhor lhes corresponde”. 

Reportagem Eduardo Lino/Lusopress

Os resultados globais em França acompanharam a tendência de Paris, a vitória de André Ventura com 64,12%, o que corresponde a 10.163 votos. Uma subida de 3.246 boletins em relação à primeira volta. Já António José Seguro, obteve 35,88%, registando 5.687 votos, com um acréscimo de 3.545 boletins.

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