A Lusopress acompanhou um grupo de quatro amigos emigrantes e empresários em França que decidiram ajudar as populações afetadas pelo mau tempo com a entrega de quatro semi-reboques cheios de telhas e lonas por quatro localidades de Leiria.

Pombal
Numa altura em que as pessoas continuam a tentar voltar à normalidade, recuperando os telhados das suas casas, o dia de Mário Martins, Mapril Baptista, Artur Machado e Fernando da Costa começou no Expocentro de Pombal com a entrega do primeiro carregamento.
“O motivo a ajudar é simplesmente esta tragédia que houve aqui em Portugal. Nós, como portugueses, é evidente que vamos ajudar Portugal, como não só já ajudámos também no princípio da guerra na Ucrânia e outros casos iguais”, disse à Lusopress Mário Martins, presidente da empresa de transportes MRTI, explicando que a escolha de fazer esta doação em Pombal recaiu por ser a terra da sua esposa e porque “as pessoas precisam”.
Leiria
Seguiu-se Leiria, onde os empresários se encontraram com o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que lhes mostrou as instalações de materiais no aeródromo, mas também no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, local onde são distribuídos os bens de primeira necessidade.
“Atualmente, estamos num momento ainda humanitário, porque estamos a tentar ajudar as famílias a recuperar os seus bens essenciais, nomeadamente as coberturas das suas casas. Por isso, montámos esta operação, que é o armazém solidário, onde estamos a recolher donativos de telhas, painel de sanduíche e outros materiais de construção para ajudar as pessoas que mais carenciadas estão nessa área”, afirmou Gonçalo Lopes.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, esta ajuda de França é “muito importante”, referindo que cerca de 25 mil casas ficaram abaladas com esta tempestade.
“Foi o nosso dever de ajudar, eu e os meus colegas, através da nossa associação Sonhos de Menino, de ajudar a zona de Leiria. Portanto, desta vez, temos quatro camiões que chegaram aqui a Portugal”, disse Mapril Baptista, presidente do grupo Les Dauphins, o maior fabricante de ambulâncias em França, referindo que vão “continuar a ajudar”.
Espite
Após o almoço, seguiu-se uma descarga em Espite, de onde Fernando da Costa, presidente da Eurelec – referência na comercialização de material elétrico -, é natural. Nesta povoação ficou bem visível a vontade de ajudar destes emigrantes, já que colocaram mãos à obra para ajudar a fazer o descarregamento dos materiais, que foi dificultado pela continuidade da chuva e saturação dos terrenos.
“Nasci em Espite, e gostámos de ajudar a zona onde nascemos”, referiu Fernando da Costa, defendendo que “não se podia fazer outra coisa do que ajudar”.
Este empresário teve oportunidade de visitar a região após a passagem da depressão Kristin, o que acabou por emocionar e foi o motivo para querer ajudar.
“Vi certas coisas que foram diretas ao coração: ver o cemitério com as campas todas viradas, foi mesmo um choque”, declarou.
Santa Catarina da Serra
No final da tarde, a última descarga foi em Santa Catarina da Serra, perto de Fátima, terra de Artur Machado, presidente da CentralPose, empresa número um em França no setor das pavimentações e revestimentos.
“O que aconteceu é uma grande catástrofe, e nós estamos aqui para ajudar um bocadinho, isto que nós ajudamos é só uma gota de água no mar. Vamos continuar a apoiar”, afirmou Artur Machado, encorajando as pessoas afetadas.










