Depois da passagem da tempestade Kristin, o quotidiano dos habitantes da freguesia de Regueira de Pontes, no concelho de Leiria, transformou-se numa luta constante para recuperar a normalidade. Dias depois do fenómeno meteorológico extremo, a vida continua longe do habitual, numa das freguesias mais afetadas pela violência do vento e da chuva.

No terreno, as autoridades locais têm procurado responder às necessidades mais urgentes. Mas é sobretudo a solidariedade da população e dos voluntários que tem feito a diferença. A ajuda tem chegado sob várias formas, desde a distribuição de alimentos e bens essenciais até à mão-de-obra necessária para limpar e reconstruir. Um verdadeiro movimento de voluntariado que tem sido determinante para apoiar quem mais precisa.
LusoPress no terreno
A LusoPress esteve em Regueira de Pontes para perceber como se vive numa freguesia duramente atingida pela tempestade. No local, os sinais de destruição são evidentes: árvores centenárias arrancadas, varandas e painéis solares destruídos no centro paroquial, bem como telhados de empresas que não resistiram à força do vento. A zona florestal encontra-se igualmente devastada, deixando um rasto de prejuízos ainda difíceis de quantificar na totalidade.
O presidente da Junta de Freguesia de Regueira de Pontes aponta para esta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, como a data prevista para a reabertura de escolas, creches e do posto de saúde. No entanto, o autarca admita que o trabalho a realizar continua a ser imenso. Só a reconstrução do centro paroquial deverá representar um encargo estimado em cerca de 200 mil euros, um valor pesado para uma freguesia já fragilizada pelos estragos.
Uma vida sem água nem eletricidade
Entretanto, a população continua a enfrentar condições de vida extremamente precárias, sem acesso a água nem eletricidade. Uma realidade que se arrasta desde a passagem da tempestade Kristin. Num cenário marcado pela incerteza, toda a ajuda é bem-vinda, seja em apoio material, financeiro ou em trabalho voluntário, enquanto Regueira de Pontes tenta, passo a passo, reerguer-se.




