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CCIFP celebra 20 anos a ligar França e Portugal

A 17.ª Gala da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP), realizada a 12 de dezembro no emblemático Aéro-Club de France, em Paris, assinalou 20 anos de uma instituição que se consolidou como referência nas relações económicas entre França e Portugal. O evento combinou celebração e projeção estratégica, marcando simultaneamente o aniversário da Câmara e o início de um novo ciclo de ambição bilateral.

A noite reuniu empresários, decisores institucionais e responsáveis políticos dos dois países. Assim, entre balanço e visão de futuro, a CCIFP apresentou também o seu calendário de atividades para 2026, reforçando a continuidade de uma missão iniciada em 2005.

Uma história de pessoas, confiança e compromisso

O presidente da CCIFP, Carlos Vinhas Pereira, fez um balanço marcado pela dimensão humana do projeto. “Foram 20 anos de uma verdadeira aventura humana, uma história de confiança, de trabalho e de compromisso”, afirmou, descrevendo a Câmara como “uma ponte entre dois países amigos: a França e Portugal”.

Além disso, recordou que, desde a fundação, a CCIFP assumiu como prioridade “acompanhar as empresas, facilitar os intercâmbios económicos e valorizar o empreendedorismo da diáspora”. Esse trabalho traduziu-se em números concretos: milhares de empresas apoiadas, centenas de eventos organizados e dezenas de parcerias institucionais estabelecidas. Atualmente, a Câmara conta com mais de 550 associados, número que, segundo o presidente, “reflete a força e a relevância” da instituição.

Carlos Vinhas Pereira destacou ainda o impacto económico gerado, associado à criação de centenas de milhares de postos de trabalho. Por fim, homenageou os 18 fundadores da CCIFP, impulsionados pelo então embaixador António Montero e por Mário Ferreira, diretor da Câmara à época.

“Foram 20 anos de uma verdadeira aventura humana, uma história de confiança, de trabalho e de compromisso”

Um contexto político “excecional

O embaixador de Portugal em França, Francisco Ribeiro de Menezes, sublinhou o momento político favorável, classificando 2025 como “um ano excecional para as relações franco-portuguesas”. A assinatura do Tratado de Amizade e Cooperação, no Porto, colocou Portugal “num grupo muito restrito de países com os quais a França mantém uma relação estratégica”. Na prática, explicou, isso significa “diálogo permanente, cooperação e trabalho conjunto em áreas essenciais para o futuro da Europa”. O diplomata confessou sentir-se “extremamente orgulhoso” do percurso construído em conjunto.

Empresários no centro da estratégia

Também o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, destacou o simbolismo do encontro. “Esperava encontrar um pequeno jantar, mas o que encontrei é verdadeiramente impressionante”, confessou. Para o governante, a sua missão passa por “garantir as melhores condições para que os empresários possam fazer negócios, porque são eles que criam valor e mudam o mundo”.

Nesse sentido, defendeu a importância de manter e reforçar as pontes entre Portugal e França, num contexto europeu marcado pela incerteza. Sublinhou ainda o compromisso do Governo com uma fiscalidade mais competitiva, menos burocracia e uma relação de confiança com as empresas.

Uma nova ambição para o futuro

A presidente da Região Île-de-France, Valérie Pécresse, descreveu a CCIFP como “uma história de sucesso à portuguesa”. Ao longo de 20 anos, afirmou, a Câmara apoiou PME, facilitou a exportação e construiu “uma verdadeira cadeia de confiança”. Olhando em frente, identificou a transição energética, o digital e as indústrias culturais como áreas-chave de cooperação.

Economia, cultura e continuidade

A entrega dos Troféus CCIFP 2025 distinguiu empresas e projetos inovadores, refletindo a diversidade do tecido empresarial franco-português. Um concerto de fado por Katia Guerreiro acrescentou uma forte dimensão identitária à noite.

Entre memória e ambição, a 17.ª Gala confirmou o papel da CCIFP como espaço de diálogo, confiança e construção económica, reafirmando a sua missão de ligar França e Portugal com uma visão partilhada de futuro.

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