O Almirante Gouveia e Melo, candidato à Presidência da República, passou dois dias intensos na região parisiense e criou momentos de verdadeira proximidade com a comunidade portuguesa. Falou sempre com abertura, ouviu preocupações reais e reforçou o valor da diáspora no presente e no futuro de Portugal. Durante 29 e 30 de novembro, o candidato manteve assim um ritmo marcado pelo contacto humano, pela valorização das nossas comunidades e por uma mensagem clara de unidade nacional.

A deslocação começou nos estúdios da Rádio Alfa, onde Gouveia e Melo deu uma entrevista ao jornalista Artur Silva. Depois, já durante a tarde, a comitiva seguiu para a Fábrica Artesanal Canelas, em Pierrefitte-sur-Seine. À chegada, Gouveia e Melo observou de imediato o ritmo acelerado da produção. A equipa trabalhava desde as 16h30 e o grupo chegou pouco depois, num dos picos de atividade.
Armindo Gameiro, um dos organizadores da deslocação, descreveu a reação do candidato: “Ele ficou verdadeiramente impressionado. Sabia que existiam grandes negócios portugueses em França, mas não imaginava esta escala de produção.” Para o organizador, aquele momento “marcou o Almirante”, que mostrou surpresa e orgulho na mesma medida.
Encontro no Primland e reforço da ligação à comunidade
Depois da pastelaria, a comitiva avançou, em seguida, para o supermercado Primland, em Romainville. Ali, Gouveia e Melo conversou com trabalhadores, empresários e com vários membros da comunidade. Entre eles estava o senhor Gaspar, peça essencial na organização da visita. Armindo Gameiro fez questão de o destacar, sublinhando que “sem ele, esta deslocação não teria corrido da mesma forma”.
O primeiro dia terminou com uma certeza: a diáspora continua a ser um pilar decisivo de Portugal no mundo.
Um domingo mais íntimo e de reflexão
No domingo, o ambiente tornou-se mais recolhido. O candidato participou na missa no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no 19.º bairro de Paris. Segundo Armindo Gameiro, aquele momento teve grande importância: “Ele disse-me que a missa lhe trouxe calma e reflexão. Contou-me que serviu para aliviar o stress e reorientar a energia para a campanha.”
O dia terminou com um almoço no restaurante La Montagne, em Limeil-Brévannes, onde voltou a sentir o afeto da comunidade.
“Trazemos Portugal dentro de nós”
Perante centenas de portugueses, Gouveia e Melo recordou a sua experiência como emigrante no Brasil. “Somos portugueses e trazemos Portugal dentro de nós. Isso é a nossa identidade, a nossa história partilhada.”
O candidato insistiu que todos os cidadãos contam da mesma forma, independentemente do local onde vivem. Disse com firmeza: “Não existem portugueses de primeira, segunda ou terceira.”
Defendeu ainda que o país deve valorizar mais as comunidades no estrangeiro. Em entrevista à LusoPress, afirmou: “As comunidades podem fazer muito mais. Quero reforçar o seu papel e a sua capacidade.”
Apelo ao voto e crítica às dificuldades impostas
Gouveia e Melo também deixou ainda um apelo direto: “Façam todos os esforços para votar. Esse direito é vosso e ninguém o deve impedir.” Criticou ainda a dificuldade que muitos enfrentam: “Como podem votar se têm de viajar horas até um consulado? Isto tem de mudar.”
Um balanço positivo e uma visão de futuro
No final, descreveu a deslocação como “muito positiva”. E acrescentou: “Estive com pessoas fabulosas, de uma generosidade enorme. Para mim, são verdadeiramente portugueses de primeira.”
Do lado da organização, Armindo Gameiro resumiu o sentimento geral: “Ele mostrou coração, cultura e inteligência. Viu-se que quer o bem dos portugueses, dentro e fora do país.” Em suma, a visita terminou com a promessa de que a diáspora continuará no centro da sua visão para o futuro de Portugal.



































