Sábado, Junho 6, 2026
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Primeira visita oficial de Portugal ao Mónaco

Portugal viveu um momento inédito a 21 de novembro, quando Marcelo Rebelo de Sousa realizou a primeira visita oficial de um Presidente português ao Mónaco. O Príncipe Alberto II e a princesa Charlène receberam-no à porta do Palácio do Príncipe, num ambiente que mostrou, como afirmou Marcelo, “uma relação pessoal e institucional que se vem consolidando ao longo dos últimos anos”. As honras militares, os hinos e a revista ao destacamento militar abriram uma jornada solene e cheia de significado político.

Primeira visita oficial de Portugal ao Mónaco

Cerimónia oficial e troca de condecorações

Após a receção, o Presidente e o casal soberano reuniram-se, primeiramente, no Salão de Família, onde reforçaram a proximidade entre os dois Estados. Posteriormente, no Salão Império, ocorreu a tradicional troca de presentes. Este momento antecedeu o ato mais simbólico: a condecoração de Marcelo com a Grã-Cruz da Ordem de Saint-Charles. Em resposta, o Presidente distinguiu o Príncipe Alberto II com o Grande Colar da Ordem de Cristo e atribuiu à princesa Charlène a Grã-Cruz da mesma ordem. Durante o discurso, Marcelo destacou ainda que “as relações não poderiam ser melhores; são ótimas desde o tempo do antepassado do Príncipe Alberto II, o Príncipe Alberto I, que era íntimo do nosso rei D. Carlos”.

Um acordo para produzir resultados

Um dos pontos altos da visita aconteceu no Salão dos Espelhos. Foi aí que Portugal e Mónaco assinaram um novo acordo-quadro. Assim, o documento aprofunda a colaboração na educação, ciência, tecnologia, economia e finanças. Além disso, Marcelo sublinhou o caráter prático do tratado ao afirmar: “Não é apenas um acordo político: é um acordo para ter efeito real nas relações entre os dois povos e os dois Estados”. A assinatura foi registada no Livro dos Chefes de Estado.

Homenagem a D. Carlos e memória partilhada

À tarde, inaugurou-se o busto de D. Carlos nos jardins de Saint-Martin. O Presidente explicou o simbolismo desta homenagem ao afirmar: “O que importa não é termos vivido em Monarquia e vivermos hoje em República; o que importa é que, nos dois momentos, existiram personalidades portuguesas que estreitaram laços de amizade e proximidade com chefes de Estado de países amigos”. A exposição “Soberano Oceanógrafo” reforçou a memória comum e sublinhou a cumplicidade científica entre D. Carlos e o Príncipe Alberto I.

Mar, ciência e amizade duradoura

No Museu Oceanográfico, a exposição “Mónaco e o Oceano” deu expressão contemporânea à ligação marítima entre os dois países. Marcelo recordou a cumplicidade oceânica de D. Carlos e Alberto I: “Estudaram o mar português, o mar açoriano e o mar madeirense, e publicaram sobre isso. Eram avançados para o seu tempo”. Mais tarde, o Presidente sublinhou ainda a relação pessoal entre o soberano monegasco e Portugal: “O Príncipe Alberto II vai várias vezes por ano a Portugal e fica praticamente sempre na Cidadela de Cascais”.

No final, o Presidente estabeleceu um paralelo com outra parceria essencial; além disso, afirmou: “Aquilo que existe com o Mónaco existe também com a França”, recordando o recente Tratado de Amizade luso-francês.

A visita ao Mónaco consolidou, assim, uma amizade antiga e, portanto, abriu caminho a uma cooperação cada vez mais profunda entre dois Estados pequenos em território, mas grandes em ambição, história e visão comum.

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