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Marques Mendes quer departamento permanente para as comunidades

Luís Marques Mendes esteve em Paris, nos dias 4 e 5 de outubro, onde apresentou uma proposta inovadora: criar um departamento permanente para as comunidades portuguesas na Presidência da República. Nesse sentido, o candidato presidencial defendeu uma presidência ativa, próxima dos cidadãos e fortemente empenhada na justiça social e na defesa da democracia.

Marques Mendes sublinhou assim a importância de valorizar todos os portugueses, independentemente de onde vivem. Para ele, Portugal não se resume ao território nacional. “Portugal são os 10 milhões que vivem cá, mas também os 4, 5 ou 6 milhões que vivem espalhados pelo mundo”, afirmou. Por isso, considera essencial que a Presidência tenha uma estrutura dedicada exclusivamente aos assuntos das comunidades no estrangeiro.

Presidência próxima e com responsabilidades claras

Segundo Marques Mendes, o Presidente da República deve ser uma figura de união. “O Presidente é de todos: dos que vivem cá e dos que vivem fora”, reforçou. Para garantir esta ligação, quer ter uma equipa profissional, a tempo inteiro, focada nos problemas e nas aspirações dos portugueses no estrangeiro.

Esta proposta pretende acabar com o esquecimento das comunidades e assegurar um acompanhamento contínuo das suas questões. Mais do que uma ideia simbólica, trata-se de um compromisso com a presença portuguesa no mundo.

Uma liderança exigente e com respeito pela Constituição

Marques Mendes deixou claro que pretende exercer a sua autoridade democrática com firmeza. “Assumo isto com frontalidade: não permitirei propostas contrárias à Constituição”, disse. O candidato acredita que o país precisa de alguém que ponha “ordem na casa”, mostrando-se determinado a defender o regime democrático e os seus fundamentos legais.

Com uma longa carreira política, considera ter a experiência e a exigência necessárias para o cargo. Destaca-se pela sua clareza, pela defesa de princípios e pelo respeito pelas instituições.

“Se as pessoas viverem melhor, a democracia também melhora”

Democracia ligada à resolução de problemas

Para o antigo líder do PSD, a qualidade da democracia mede-se pela capacidade de resolver os problemas das pessoas. Habitação, saúde e crescimento económico são áreas prioritárias. “Se as pessoas viverem melhor, a democracia também melhora”, sublinhou.

Embora reconheça que o Presidente não governa, acredita no poder da sua influência. Uma presidência que promova o diálogo, que una e que ajude a desbloquear soluções pode ter um papel decisivo no progresso do país.

Uma visão social com crescimento sustentável

Marques Mendes reforçou a sua preocupação com questões sociais. Quer salários mais altos, melhores pensões e um Estado social mais forte, sobretudo nas áreas da saúde e da integração. No entanto, defende que tudo isso só é possível com crescimento económico sustentável. “Não quero crescimento só por crescer — quero que sirva para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Uma carreira dedicada ao serviço público

Natural de Guimarães e jurista de formação, Luís Marques Mendes tem um percurso sólido na política portuguesa. Foi deputado, ministro e líder do PSD. Mais recentemente, destacou-se como comentador político, onde tem sido uma voz respeitada e influente no debate nacional.

Com uma visão exigente e moderada, Marques Mendes apresenta-se como um candidato preparado para liderar uma presidência próxima, responsável e com visão de futuro.

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