
O escritor José Manuel Roussado apresentou o seu mais recente livro, “O Manuscrito Perdido em Montelavar”, numa sessão que reuniu leitores, amigos e figuras locais na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montelavar (AHBVM).
Em entrevista, o autor explicou que esta obra “vem na continuação dos três anteriores” e que nasceu do ímpeto de unir memória e ficção. “É um romance biográfico, construído em torno de um manuscrito que se perdeu e foi reencontrado, dentro do qual integrei acontecimentos que fazem parte da história da terra”, contou.
“É um híbrido literário que nos agarra”
Roussado, por outro lado, afirmou que o livro tem uma estrutura dupla. Isto é, inspirado no “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco, o autor usa-se do exemplo “do continente e do conteúdo” para explicar como chegou a este romance. Dessa forma, admitiu que este livro é o continente. Mas o próximo volume dará continuidade à história de amor entre as personagens Clara e Gilmar. E será, por isso, o conteúdo. “Espero que este livro entusiasme os leitores para lerem o próximo romance”, disse.
Presente no lançamento, a deputada municipal da CDU em Sintra, Ana Maria Alves, destacou a importância da obra para a identidade coletiva de Montelavar. “Este livro tem um manancial enorme de história concreta e de ficção. É um híbrido literário que nos agarra, porque desfila memórias, rostos e vivências que reconhecemos”, afirmou.

Também o presidente da AHBVM, Manuel Filipe, sublinhou o caráter nostálgico e emocional do romance. “Ao ler o livro, revivi memórias da nossa adolescência. Muitos de nós crescemos com o autor e partilhámos essas dúvidas sobre a guerra do Ultramar. Ele escreveu também para se reconciliar com esse passado”, referiu.
A sessão terminou com aplausos e a promessa de continuação da história, que o autor prevê lançar em 2026.




