Sábado, Junho 6, 2026
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Lacticôa: 10 anos de crescimento no coração da Beira Interior

A Lacticôa, empresa familiar sediada na Beira Interior, celebra em 2025 uma década sob a gestão de Luís Martins e dos irmãos. Desde 2015, a empresa cresceu de 7 para 25 colaboradores e registou um aumento médio de 10 a 12% ao ano na faturação.

De empresa local a referência na qualidade

A história recente da Lacticôa começou em 2015, quando a família Martins adquiriu a totalidade do capital. “Na altura tínhamos apenas sete funcionários, três saíram logo no primeiro dia. Hoje somos cerca de 25 e crescemos de forma sustentada”, recorda Luís Martins.

O segredo do sucesso está na aposta na qualidade e certificações rigorosas. “Temos a ISO desde 2016 e este ano vamos migrar para a IFS, ainda mais exigente. É um grande investimento, mas garante a excelência que os nossos clientes reconhecem.”

A Lacticôa recolhe leite de cerca de 80 produtores da região, injetando anualmente mais de 2 milhões de euros na economia local. “Valorizamos os produtores, ajudando-os a melhorar a qualidade da matéria-prima. É uma forma de fixar pessoas no interior e dar futuro a pequenas explorações”, explica o gerente.

Inovação e prémios

Por outro lado, não se pode ignorar o sucesso dos queijos da Lacticôa e a consistência de prémios alcançados.

A empresa é reconhecida pela inovação nos queijos de ovelha e cabra, incluindo variedades com piripiri, urtiga e até algas do mar. Todavia, e apesar da criatividade, o queijo curado continua a ser o mais premiado.

“Mantemos 95% da produção com qualidade consistente, e isso abre portas também no mercado internacional.”

Exportação e futuro

Atualmente, a Lacticôa exporta para França, Suíça, Luxemburgo, Bélgica e Espanha, mercado onde compete diretamente com queijos tradicionais locais. “Vendemos em Espanha há quase 10 anos. Quem prova, repete”, afirma Luís Martins.

Por fim, e sobre o futuro, o gerente defende que passa por novos investimentos em sustentabilidade e eficiência. “Temos 90 painéis solares e queremos investir mais de um milhão de euros nos próximos três a quatro anos.”

Para Luís Martins, o segredo está na dedicação: “Temos uma equipa dura e firme. Fazer queijo é um trabalho de paixão e persistência.”

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