
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, é recandidato pelo PS a um segundo mandato com uma visão clara. Primeiramente, quer responder aos desafios da imigração, da inteligência artificial e da perceção de segurança, sem perder a proximidade com os cidadãos. Nomeado para os prémios Portugueses de Valor 2025, o autarca vê nesta distinção um sinal de confiança e também um estímulo para continuar o trabalho.
Segurança e imigração no centro do debate
A segurança, segundo o presidente, tornou-se acima de tudo um tema marcante no discurso público. No entanto, sublinha que muitas vezes a perceção não corresponde à realidade. “Não estamos em Marselha nem numa favela do Rio. Temos problemas, sim, mas também temos estabilidade”, disse.
Ainda assim, reconhece que a imigração pressiona os serviços públicos. “Leiria não pode passar de um concelho pensado para 10 milhões de pessoas para um com 12 milhões sem impactos. Faltam casas, escolas, médicos. A imigração tem de ser integrada com responsabilidade. E isso exige consenso político.” Neste contexto, Gonçalo Lopes pretende apresentar medidas que reforcem a integração e assegurem condições de vida justas para todos.
Gonçalo Lopes: “Vem aí uma revolução laboral”
Outro ponto que o autarca coloca na agenda política é a revolução tecnológica. “Estamos prestes a assistir a uma revolução laboral. Os melhores arquitetos e pontelistas podem ser substituídos por algoritmos. Isso vai gerar desemprego em massa”, alertou.
Por isso, defende uma resposta célere. “Este é um desafio que exige medidas transversais, da esquerda à direita”, acrescentou. Assim, Gonçalo Lopes pretende posicionar Leiria como um concelho preparado para as transformações tecnológicas, mas sem deixar ninguém para trás.
Campanha autárquica: proximidade e redes sociais
Por outro lado, e com as eleições autárquicas a aproximarem-se, o presidente admite um debate feito tanto nas ruas como nas redes sociais. “Basta um assalto isolado para se falar em insegurança na cidade. A campanha será feita nas ruas, mas também nas redes sociais”, explicou.
No entanto, reforça que nada substitui o contacto direto: “Nada substitui o porta-a-porta. Em Leiria, todos têm acesso ao meu número. A política local exige essa ligação direta.” Desta forma, o autarca pretende equilibrar a modernização digital com a tradição da proximidade, marca do seu estilo de governação.
A força da diáspora leiriense
Por fim, Gonçalo Lopes deixou uma mensagem de agradecimento aos emigrantes. “O desenvolvimento de Leiria, urbano e económico, muito se deve à confiança e ao investimento dos nossos emigrantes. Esta ligação forte continua a ser essencial para o futuro do concelho.”




