Presidenciais: Emigrantes frustrados com dificuldades no acesso ao voto

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A poucos dias das eleições presidenciais, que terão lugar a 18 de janeiro, os emigrantes sentem-se frustrados por se manterem as dificuldades de acesso ao voto de que se queixam há anos, embora acreditem que a sua participação continuará a aumentar, segundo o movimento Também Somos Portugueses (TSP).

Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas eleições presidenciais de 18 de janeiro e em que concorrem 11 candidatos, um número recorde. MARCOS BORGA / LUSA

Para o presidente e fundador do TSP, Paulo Costa, muitos dos portugueses no estrangeiro sentem “uma grande frustração porque a Assembleia da República não tem feito modificações no sentido de simplificar as leis eleitorais”, considerando que este desinteresse se deve ao número de votos.

“Todos os partidos fazem muito as suas contas eleitorais e sempre que se falam em alterações às leis eleitorais, a primeira coisa que os partidos políticos fazem é fazer as contas para saber se vão ganhar ou perder deputados com isso”, disse à Lusa.

São candidatos a estas eleições Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Os portugueses vão escolher o Presidente da República no próximo domingo, podendo os eleitores portugueses no estrangeiro fazer a sua escolha nesse dia e também um dia antes, sempre presencialmente nas mesas de voto dos respetivos postos consulares, que podem ser consultados em http://www.recenseamento.pt.

Participação dos eleitores residentes no estrangeiro pode aumentar nestas eleições

Apesar das dificuldades, o TSP acredita que a participação dos emigrantes nestas eleições vai aumentar, tal como tem acontecido nos últimos atos eleitorais.

Neste sufrágio estão recenseados 11.039.672 eleitores, dos quais 1.777.019 votam no estrangeiro, mais 226.956 do que em 2021, nas eleições em que votaram 1,88% dos emigrantes.

Apesar do esclarecimento promovido pelo Governo português, são significativos os eleitores com dúvidas, alguns ainda a aguardar o boletim de voto para votar por via postal, como é possível no caso das eleições legislativas.

Por esta razão, Paulo Costa garante que o TSP vai propor à Assembleia da República que os eleitores sejam contactados através de um email, com a informação sobre como votar em cada ato eleitoral em Portugal, numa medida que poderá aumentar a participação eleitoral dos emigrantes.

Emigrantes podem ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

No caso de existir uma segunda volta, o que implica que os novos boletins de voto sejam elaborados, impressos e enviados para os países onde residem portugueses, os eleitores emigrantes poderão votar entre 07 e 08 de fevereiro. 

Desta forma, alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos boletins de voto não chegarem a tempo, disse à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans.

André Wemans garante que já existe um plano B para o caso de os novos boletins não chegarem a tempo a todos os eleitores portugueses no estrangeiro, podendo em casos pontuais votar nos boletins da primeira volta.